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riscos_e_rabiscos

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Cenas De Vida.

 

Estes dias tenho andado meia chocha. Sinto-me cansada, principalmente quando venho da pinguinolândia. Mas eu até tenho uma explicação meio sobrenatural para isto.

 

Passei um fim-de-semana triste devido à morte da cadelinha caniche dos pais do N., e que o deixou completamente destroçado também. Fartámo-nos de chorar os dois.

A única alegria do meu fim-de-semana foi ter ido ver a minha B. cantar num Encontro de Coros Infantis que decorreu na Amadora. E que bem que a minha pequenina se portou. Até parecia uma menina já grandinha!

 

Depois comecei a semana com a minha mãe a mandar bitaites acerca do meu insuflamento por causa da tiróide. Ela acha que eu sou assim porque quero. Que a força de vontade é uma espécie de magia que aparece com um simples estalar de dedos.

Sim, é verdade que algumas calças me deixaram de servir. E cada vez que vou experimentar a minha roupa e não me serve, imaginem como eu fico. É uma mágoa bem grande e profunda. Não preciso de uma mãe a azucrinar-me mais a cabeça, para me mandar ainda mais para o fundo do poço.

 

No entanto, já me livrei de uma pedra no sapato mas ainda lá ficou uma daquelas pequeninas chatinhas, que mesmo abanando o sapato elas não querem sair do sítio. E de que é que eu estou a falar? Dos tais livros que nunca mais chegavam apesar dos meus emails, SMS, telefonemas e promessas aos santinhos todos. E como esta história tem sido mais que rocambolesca, não podia acabar assim, com a chegada triunfal dos livros e com tudo certinho. Ah pois é! Pra estragar tudo falta o software para os quadros interactivos. E quem se lixa no meio disto tudo? Sempre a mesma: EU!!!

 

 

P.S.: Não pensem que me esqueci de vocês, não. A verdade é que tenho andado meio chocha e com resmas de coisas para fazer, por conseguinte, o blog tem estado em banho maria. O meu e os vossos. I'll be back!{#emotions_dlg.blink}

As Coisas Que Eu Aprendo!

 

Sabiam que "bordon" é uma cor?!?

Eu não sabia... {#emotions_dlg.blushed}

 

Vinha eu mais morta que viva na minha rica "cameneta" amarela, sentadinha lá atrás, embrenhada nos meus pensamentos, quando começo a ouvir dois seres a falar sobre a Marina Mota. Marina Mota para aqui, Marina Mota para ali e pelo meio surgiram os vestidos e os seus modelos.

 

Eu já não estava a entender nadinha daquela conversa - ainda por cima com o nó que eu já trazia no cérebro! - com tanta cor, modelos de vestido e Marinas Motas. Como já estou naquela fase da semana em que o cérebro anda à mega velocidade de um caracol, tive que meter um aditivo no oreganismo. Só para ver se a massa cinzenta acelerava mais um bocadinho. Comecei a trincar a minha maçã do fim da tarde e, nessa altura, milagrosamente, o cérebro começou a processar a informação com mais clareza.

 

Afinal de contas, os dois seres deviam fazer parte de algum bairro que vai fazer o desfile das Marchas Populares e cuja madrinha deverá ser a Marina Mota. Então haviam vestidos de múltiplas cores e com apliques, acessórios e berloques a fazer pendant. As cores variavam entre preto, verde, vermelho e bordon...

 

Mas também se a pessoa em causa diz "ela que vaia ver" ou "amandei-te uma mensagem" (esta deve ter doído, fokas!), também pode inventar uma cor nova: bordon! Nem é cor de burro quando foge nem de burro quando fica, é assim uma espécie de cor de vinhon...

 

As coisas que eu aprendo!

 

 

Piada Do Dia.

 

O meu irmão tem uma ferida no pé por causa de uns ténis novos. E como estava a dizer que tinha os pés cansados, a minha mãe preparou-lhe um alguidar com água morna e sal.

 

Às tantas e depois de enfiar os pés dentro de água, vira-se para a minha mãe e diz:

 

- Está-me a arder...

 

A minha mãe responde:

 

- É por causa do sal...

 

Resposta bestial do meu irmão:

 

. Não devias ter posto sal... faz mal ao colesterol...!

 

Ahahahahahahhahahahahahhahhahahaha!

(Miss Pepper caiu da cadeira abaixo com a risota...!)

 

O Homem Sem Rosto

 

Andava eu no 6º ano (na altura o 2º ano do 2º ciclo), quando o vi pela primeira vez. Era uma coisa medonha, assustadora, principalmente para uma miúda ingénua e inocente, só ciente de certas deformidades em histórias como n’O Corcunda de Notre Dame.

Lembro-me de o ver, grande parte da minha e da sua vida, naquele cruzamento, a dar orientação ao trânsito como forma de distrair as horas do dia. Havia quem passa-se e o cumprimentasse porque o conhecia de o encontrar ali anos e anos a fio, e havia outros que o ofendiam, chamando nomes obscenos e ofensivos. Como se ele tivesse escolhido ter aquela deformidade facial, como se tivesse sido opção sua não conhecer o seu próprio rosto.

 

E havia os “espertinhos”, aqueles que o usavam para assustar as pessoas. Andava eu no 12º ano noutra escola, que na altura era à noite, e os tais espertinhos incentivavam o pobre homem a assustar as miúdas, principalmente, quando saiam da escola. Na altura, a zona escolar não era muito iluminada e propiciava-se a este tipo de susto. Eu não tinha medo e também não me assustava porque o conhecia. Sentia pena porque a conformidade acompanhava o passar dos anos.

A última vez que o vi, fiquei com o coração apertado ao ver que quase já não via e que deveria ser muito difícil comer, estando, por isso, muito magro.

 

Hoje voltei a vê-lo na SIC. Foi com contentamento que fiquei a saber que esteve nos EUA para lhe retirarem o tumor que lhe desfigurava o rosto e que ninguém em Portugal arriscou operar. Nem quando estava numa fase mais inicial.

 

Espero que tudo lhe corra pelo melhor e que se consiga reconhecer no seu novo rosto.

 

A notícia está aqui.

 

Um Doce Para Alegrar O Dia

 

Tinha (e tenho) montanhas de coisas para fazer e terminar. Acabei por dedicar toda a minha tarde de domingo a fazer fichas, recortar e pintar pequenas coisas para o pré-escolar. Tentei fazer o máximo possível antes de dar o filme da SIC com Adam Sandler, que me apetecia imenso ver.

 

enquanto isto, o resto da famelga divertia-se. Pais, irmão e namorada foram lavar o popó, passear e à volta para casa, pararam num sítio que tem umas especialidades dulcíssimas e tradicionais: Belas.

Lancharam, descansaram e conversaram até que se fez tarde e regressaram para junto aqui desta desgraçada farta de dar ao dedo.

 

Assim que entrou em casa, a minha mãe dirigiu-se a mim, que estava com o nariz colado ao monitor e com os dedos a martelar o teclado, e diz-me:

"olha fomos lanchar ao fofos de Belas... toma lá um pra ti!" Se vocês vissem as minhas papilas gustativas a batare palmas, nem iriam acreditar, pensariam que estavam a ter visões. Apesar de todo este aparato, só "ataquei" o pobre fofo à noite. Trinquei bem devagarinho para sentir a sua fofura, mastiguei lentamente, de olhos fechados, para sentir o seu sabor inconfundível. Fui dando pequnas trincas até redimir o pobre fofo à ua insignificância, que é como quem diz, aos grãos de açucar que restaram no papel de embrulho.

 

Agora digam lá que não comiam um... ou dois... ou... bom!

 

Ah, a propósito, a receita do Bolo de Maçã já está no Tastelicious... {#emotions_dlg.drool}

 

Um Dia…

 

 

Tal como no ano passado, às quintas-feiras almoço na pinguinolândia. Quer dizer, almoço, não, levo almoço! Sim porque segundo a pinguim-mor não tenho direito a almoçar lá, por isso, tenho de levar o meu próprio almoço. É quase como negar uma esmola a um pobre… They’ll burn in hell for sure!

Lá comi o meu almocito descansadamente e, de seguida, fui beber um café para ver se arribava um cadinho. É que hoje estou com a síndrome da pré-sexta-feira, ou seja, sinto-me cansada e a desejar que a última hora de trabalho chegue logo.

Fui ao café da frente. Além de ser aquele que fica mais perto, tem ainda o café a 50 cêntimos. A marca de café que eles usam é Nicola, pelo que os pacotinhos de açúcar (prefiro colocar meia dúzia de grãos em vez de adoçante) têm sempre as famosas “Frases Nicola”. E eu agora tenho de confessar duas coisas: primeiro, adoro frases e sempre que posso colecciono-as; segundo sou fã das frases Nicola e não só mas também vou ao tal café para ter o prazer de receber uma frase.

Hoje saiu-me esta:

Não sabia eu o quão premonitória e acertada ela era. Quando a li, pensei “este dia não há-de estar longe”. E, de facto, não estava mesmo.

Regressei à pinguinolândia e comecei as minhas aulas. Ao meu último tempo, tive a pior turma. Estavam uma lástima, do tipo ”não-quero-saber-quero-é-estar-na-conversa-com-o-colega-do-lado”. Mas este é o seu comportamento normal. O porquê? Dava para escrever uma teoria tão alargada e bem fundamentada que iria ter tantos volumes como uma enciclopédia.

À minha frente tinha uma criancinha que não fez outra coisa senão desrespeitar as minhas ordens, ignorar o que eu estava a dizer e as minhas advertências, fazer o que a criancinha lhe estava a apetecer no momento, até que teve a ousadia de me responder! Pronto! Foi aí que parti a loiça toda.

Passei-lhe um raspanete e disse-lhe que não admitia que me respondesse, por isso lhe passava aquele castigo (que teve de fazer) que ia fazer para ao pé da pinguim-mor. Ainda desatou a chorar lágrimas de crocodilo, às quais fui completamente insensível. Soube-lhe bem brincar e gozar na aula? A mim também me soube bem o castigo que lhe passei e a descasca que levou da pinguim-mor. Concerteza ficou mais feliz assim.

"Desmotivation".

 

Desde o dia em que o inginheiro Sócras falou ao país que a minha "motivation" para a vida levou um abanão... Foi mesmo tipo gelatina treme-treme (estão a imaginar o efeito?).

 

Estou em "desmotivation" em várias áreas. Começando pelas coisas da vida em si. As coisas da pinguinolância que é vira o disco e toca o mesmo, as chatices caseiras do costume e os fundos bancários que são cada vez menores. Mas não é porque eu gaste mais, é porque andam a meter a unha e eu a deixar. Eu e mais 99.0% dos Tugas.

 

Se a chuva contribuiu para esta "desmotivation"? É possível. Por isso, no fim-de-semana, dediquei-me à culinária e às arrumações na cozinha, que já parecia a Feira da Ladra. Consegui "desbloquear" a minha mesa (lol). Faz-me falta uma bancada maior na cozinha para colocar a minha MFP (máquina de fazer pão) e a minha Dolce Gusto. Como a cozinha não cresceu e como a bancada não esticou, ficaram as duas maquinetas em cima da mesa. Até ver...!

 

Depois eu e o meu ácaro alentejano dedicámo-nos à padaria, que é como quem diz à feitura de pão. De resto, prática que tem sido frequente ao fim-de-semana. Ele é pão de todas as farinhas e feitios, ele é pão com recheios, enfim, é como nos apetecer! E como eu tinha duas maçãs bravo esmolfe (que eu adoro!) a pedir-me para eu fazer qualquer cisa com elas, decidi fazer uma nova receita de bolo de maçã. À primeira vista, não dava-mos um chavo por ele mas assim que começou a crescer.... E depois de arrefecer e cortar uma fatia... hummmm... to die for!

 

E a seguir o que fazer com um tempo tempestuoso de chuva e vento - que por sinal me ia levando, EU, que até nem sou nada levezinha -como esteve no fim-de-semana? Nada melhor do que alaparmo-nos no sofá, enroscadinhos, a ver séries e a beber um chá quentinho e a provar as nossas iguarias...

 

E se vocês não forem gulosos, até vos deixo espreitar as fotos... E mais, se forem bem comportadinhos aindda ponho as receitas no Tastelicious! :)))

 

 

 

Chatices!

Hoje era um daqueles dias que eu não me devia ter levantado da cama. Nem sequer mexer um dedinho ou pestanejar. A sério!

 

Tive de me levantar mais cedo porque hoje começou o inglês pré-escolar na pinguinolândia. Até aqui tudo muito bem. ao mesmo tempo que sorvia um café, acendi aui o meu amigo pimpo (entenda-se computador) para imprimir umas coisas. Ao contrário do que faço sempre, resolvi ir ver o meu mail do Moodle. Mas quem me mandou a mim seguir o meu instinto?!

 

Cheguei lá tinha um mail a dizer que uma mãe tinha feito queixinhas que não tinha visto alguns recados na cadernete e não tinha sabido das datas dos testes do menino. Isto relativamente ao ANO PASSADO!!!!!!

Vocês acreditam nisto? Le veio o ano passado a fazer queixas e a mandar recados na caderneta que o menino se "esquecia em casa" propositadamente. disse à profe titular e ao director. Que mais podia fazer? Já agora ir lá a casa buscar a caderneta? E assinar pela mãe? Não?

 

Passo-me com estes encarregados de educação que se estão a c@gar para o que se passa na escola com os filhos e só quando se diz que o menino se não trabalhar mais chumba o ano, é que acorda para a vida. Fónix! Ainda por cima esta é mesmo parvalhona.

De hoje em diante, vou colocar tudo e mais alguma coisa no Moodle. E sempre que mandar um recadinho na caderneta, vai um também via Moodle. Fokas! Tou mesmo irritada!

 

A caminho da pinguinolândia, apanhei todo o trânsito e mais algum que existia em Lisboa e todos os semáforos ficaram vermelhos aquando da minha passagem. Conclusão: fui em passo de procissão, o que me lixou bastante bem lixada pois perdi o autocarro! Fokas! O que aconteceu é que tive de engolir literalmente o eu almoço para poder ir dar aulas. sim, porque segundo a pinguim-mor, não tenho direito a almoçar lá...

 

Ao entrar na pinguinolândia, encontro a pinguim-mor a quem peço uma lista das crianças do pré-escolar. É que eu conheço dois ou três só. Sabem que resposta me deu? "Tens aí no placard..." Fokas! Fokas! E mais fokas! Então não é da competência dela dar-me a lista dos alunos?!?! Custava-lhe muito imprimir ou tirar uma cópia? Fokas!

 

Pra terminar, tenho os meus dedinhos dos pés a guinchar. Detesto este tempo que não é carne nem peixe. Como estava a chover levei sapatos fechados, o que foi uma grande asneira. Os meus pés não estão preparados nem fisica nem psicologicamente preparados para andar presos em traineiras. E se fosse dentro de botas, como já vi algumas pessoas? Já não tinha pés...

 

Tenho a minha mãe a buzinar-me os ouvidos a perguntar o que quero para o jantar. Para não ser esquisita, eu digo que como qualquer coisa. Depois diz-me que só tem isto e aquilo e o outro. Então faz aquilo. Mas se fizer aquilo, o não-sei-quantos não gosta, blá, blá, blá... Conversa tipo pescadinha de rabo na boca, tão a ver? E aproveita para me picar ainda mais os miolos... Fokas!

 

Agradeço que não me venham chatear mais com  m€rdinhas sem importância, senão não me responsabilizo pelos meus actos!

Fokas! Fokas! E mais fokas!

 

 

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